Sinto inveja de quem nunca fui, na verdade, sinto inveja do que eu sempre desejei ser. Não por ousadia, mas por proteção. Me faça entender como começa, me ensine como terminar. Me explique porque eu comecei a achar que isso nunca termina.
Porque o que me mata é o mesmo que me faz viver?
domingo, 17 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sonhando, me lanço. Vivo o que é morto, quando os olhos se abrem. Mergulho no abismo das verdades, quando a razão adormece. Ando por caminhos prolixos, na vida que apetece. Ouço palavras metaforicamente doces, porque tenho vontade que assim fosse. Abraço a eternidade antes que amanheça. No mundo dos sonhos vivo o que minha alma pede, pois quando o sol cresce na janela, tudo se perde.
Viver para dentro é muito mais. Coisa mais linda, é se sonhar.
segunda-feira, 28 de março de 2011
De tudo,
sexta-feira, 25 de março de 2011
Tempo, não serei nem terás sido.
Procuro as palavras certas para lhe dizer, não encontro. Algo explode dentro do peito. E a vida exige tão mais de todas as coisas, um verdadeiro crescimento de dentro para fora. Como se fosse possível se desfazer de uma vida inteira, para se tornar um outro corpo, completamente estranho e cheio de coragem. Esquecer o ímpeto. Logo eu, que temi tudo de intenso que chegou nessa vida, e com toda a razão. Errei tão mais do que poderia, logo por ter medo de errar. E tive medo da vida, por desaprender a viver.
(sem você)
(sem você)
segunda-feira, 21 de março de 2011
Um girassol da cor do seu cabelo
Manhã nublada. Sala branca e janelas escuras. Pela janela,ainda vejo as árvores que se movimentam,muito verdes e formosas. Tem cara de esperança,mesmo já passando da hora. Mas se acelerar,pode ser que ainda dê tempo de alcançar tudo de uma vez só. A primavera nem chegou, e te imaginei entrando pela porta da frente, distraída, levando em uma mochila todos os meus sonhos rabiscados em folhas de papel. E me sinto tão boba, por que a saudade dói dói dói,sem pausas. Você era meu bem me quer, meu eu e todo o coração que recebi com a vida. As portas estão abertas, porque não consigo fechá-las. Sempre estará.
... Como vai você? você vem? ou será que é tarde demais?
... Como vai você? você vem? ou será que é tarde demais?
domingo, 20 de março de 2011
Que o que você demora, é o que o tempo leva

Céu sem estrela e coração na mão. Meu andar descompassado no meio de toda essa gente que me olhava sem entender o que se passava. Olhares que dizem: nada é atemporal. Eu estava ali, imóvel. Céu sem estrelas e coração na mão, cansado e obsoleto. Velho como o olhar de um homem que me olhava piedosamente, cabelos brancos e olhos vidros, que permitia que ele me observasse melhor, como um avô que nunca tive. De tanto observar meus olhos inundados de mágoa e de tudo que poderia ser triste, ele enxergava o meu íntimo, já marcado e sem alegria. Eu queria que ele se levantasse da cadeira em que se sentava, viesse até mim e me disesse tudo que me salvasse desse padecer que me matava naquela noite, e em outros dias . Noite fria e poesia. Vontade de ir embora, levando tudo o que restou de mim, ou talvez deixar tudo por aqui mesmo. Só queria encher a minha mala de toda a doçura que ainda existe em mim. Deixando todo o resto para trás, tudo o que não é, de fato. Que apareça flores no meu caminho e amor... que exista excesso de amor por mim mesma para recomeçar o mundo com toda a força necessária para se mover.
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